Submarino-robô atinge ponto mais profundo da Terra

Um submarino-robô desenvolvido nos Estados Unidos alcançou a área considerada a mais profunda dos oceanos – o chamado Challenger Deep, na Fossa das Marianas, no Pacífico. O local, perto da ilha de Guam, é o maior abismo da Terra, com 11 mil metros de profundidade – mais de 2 km do que o Monte Everest tem de altura.

O mergulho da embarcação não-tripulada Neureus ocorreu no último domingo e atingiu 10.902 metros de profundidade. Nesta localização, a pressão chega a ser mais que mil vezes maior que a nível do mar.

Livre
O Nereus é operado à distância por pilotos a bordo de um navio, com a ajuda de cabos de fibra óptica que permitem que ele desça a grandes profundidades e seja fácil de manobrar. Ele também pode ser colocado em modo automático e “nadar” livremente.

“Com um robô como este, nós agora podemos virtualmente explorar qualquer parte do oceano”, disse Andy Bowen, diretor do projeto e principal pesquisador por trás do desenvolvimento do submarino no Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês).

“Essas fossas são praticamente inexploradas e tenho certeza absoluta que o Nereus vai permitir novas descobertas”, afirmou. “Este mergulho marca o início de uma nova era na exploração dos oceanos.”

Passado
O Challenge Deep só foi atingido antes por duas outras embarcações. Em janeiro de 1960, Jacques Piccard e Don Walsh fizeram a primeira e única viagem tripulada ao local, a bordo do batiscafo suíço Trieste.

A embarcação era composta por uma esfera de aço de 2 metros de diâmetro, ocupada pelos dois tripulantes e pendurada em um tanque de petróleo gigante, projetado para permitir uma boa flutuação. Durante a expedição, que durou nove horas, os dois homens passaram apenas 20 minutos no fundo do oceano – tempo suficiente para registrar a profundidade local em 10.916 metros.

Em 1995, o submarino-robô japonês Kaiko foi o primeiro veículo não tripulado a visitar o local. Atualmente, os aparelhos mais aptos a descer a grandes profundidades chegam a uma média de 6,5 mil metros, o que permite os cientistas explorar 95% do fundo do mar.

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